pensar processual, olhar orgânico

Land Art

Rudolf Kaesbach

Quando foi que perdemos a sensibilidade e o respeito pela paisagem? Hoje sofremos profundamente com sua rápida destruição. Alguns artistas do século 20
desenvolveram a “Land Art” com o intuito de nos reconectar com a paisagem. Land Art, utiliza todos os elementos de arte para a “percepção” do ambiente e da paisagem: as formas, os espaços, os movimentos; ou então as cores, os processos de transformação da paisagem quando caminhamos. É preciso observar o detalhe como também a vista mais ampla. Depois, num segundo passo, vem a ação, a interferência: o que faria sentido ser criado para tal situação revelada artisticamente? É preciso ordenar algo caótico? Abrir algo muito denso? Proteger algo muito exposto? Equilibrar algo desbalanceado? Trazer tranquilidade para ume situação agitada? Precisamos “escutar” o que a paisagem pede. Ao descobrirmos um ponto central, podemos criar espaços de quietude para que todos possam observar mais e melhor. Pois todos aspectos conversam entre si de modo constante, formando um organismo cheio de vida. Assim descobriremos Urubici, que nos oferece uma área grande, cheia de variedade na paisagem: montanhas/vales, espaços pequenos/vista para distâncias infinitas, cachoeiras/riachos, vegetação aberta e fechada, neblinas/céu aberto, quantas qualidades?! Mas bom mesmo é despertar a criatividade até chegar o impulso de fazer algo pela paisagem. Nestes momentos de decisão os animais parecem perceber nossa intensão. Do nada um beija-flor aparece bem próximo e nos olha muito atento. Ou uma garça pousa bem acima de nós. Parece que a natureza agradece quando fazemos algo coerente.

Chapada dos Veadeiros

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