pensar processual, olhar orgânico

Depoimentos: como foi o curso na chapada dos veadeiros …?

Lá foi-se uma semana, passou rápido, tantas experiências! Penetramos o cerrado e ele nos envolveu, mostrou-se mais e melhor, nas caminhadas, na observação do céu, das
plantas, das rochas, pelas nossas mãos na argila. O sertanejo, as pessoas do lugar, também nos marcaram profundamente. Aquietávamos, centrados e a paisagem
começou a falar … seguem algumas falas sem citação dos nomes:

A metodologia de observação … a arte, revelaram as interações orgânicas, pela fluidez do pensar processual, a presença atuante dos arquétipos. Um todo orgânico. Ao final,
cada um sentiu-se “mais em casa”, pertencente àquela paisagem. Alguns depoimentos.

S.: “o curso passou mas seus frutos ficaram. Agora olho para as plantas de um novo jeito. Olhar pro céu? Vou cultivar, todo dia.”

V.: “a maior surpresa foi encontrar tanta delicadeza no ambiente do cerrado. Fiquei feliz ao encontrar o cerrado em mim pelo trabalho em argila: força x delicadeza, razão
x sensibilidade”.

H.: “vivi a paisagem do cerrado intensamente, até me sentir parte dela e de sua evolução, integrada, percebendo suas polaridades, respirando seus sons e ouvindo sua
respiração.”

N.: “observar a paisagem trouxe ritmo, profundidade e beleza. Suas transformações trouxeram intensas vivências interiores.”

W.: desenvolvi meu olhar investigativo na busca de constatar as relações entre as partes de um todo. Vivenciei o Organismo, muuuuito. Olhar o céu, imagens em
movimento, olhar o cerrado, quanta diversidade! À tarde, no corpo da argila algo de dentro se revelava. Algo do cerrado? Algo de cada um?
Conviver…
Cada um com seus desejos e com suas demandas.
Compartilhar o tempo. Acompanhar o tempo do outro. Muuuuito aprendizado!

Fechamento: belo desafio para a arte de observar: elaborar a paisagem externa até chegar à sua alma; descobrir facetas internas, pela arte, até fortalecer o próprio atuar.
Uma ponte entre o dentro e o fora, em janeiro, na chapada dos veadeiros.

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